Meus primeiros contatos com
a leitura foram no período em que eu estava me alfabetizando, por volta dos
6,7 anos. E o primeiro incentivador de
leitura que eu tive foi o meu pai. Toda noite, quando ele chegava do trabalho,
ele trazia o jornal. E eu, curiosa, ficava olhando aquilo:”Por que papai compra
jornal todo dia pra ler? Deve ser legal ler jornal”. E comecei a ler jornal na
infância. E gostei da experiência. E eu lia tudo, não só as tirinhas e charges,
que é o que as crianças mais gostam de ler. Acredito que meu pai, observando
isso, viu que eu gostava de ler. E então, passou a comprar enciclopédias:
História Universal, História do Brasil, Animais, enfim, cresci lendo jornal e
enciclopédias. Sem perceber, estava me tornando uma leitora “de carteirinha”.
Lembro-me com carinho das minhas primeiras experiências
de leitura e escrita. Como sempre fui
tímida, tinha vergonha de me expor oralmente. Então, canalizava minhas ideias
na escrita. Lembro-me de uma vez ter ajudado meu irmão caçula a fazer uma
narração, eu tinha uns 9 anos. E meu irmão depois me mostrou a redação dele.
Tinha muitos elogios escritos da
professora. Me senti orgulhosa. E essa experiência me motivou a escrever ainda mais.
No ginásio, líamos os famosos livros da Coleção
Vagalume, livros que despertavam a imaginação e criavam o gosto pela
leitura. No colegial, tive uma professora, Yoko, que nunca me esqueço: com ela
aprendi a amar Machado de Assis, hoje, meu escritor favorito. Se hoje amo literatura e escrita, agradeço às
professoras que tive e ao meu pai. Porque acredito no seguinte princípio: para
ser um bom escritor, você precisa primeiro, ser um bom leitor.
NOssa!! Que relato maravilhoso e que maneira mais gostosa de ser incentivada a ler. Parabéns
ResponderExcluirObrigada pelos elogios! Fico feliz em saber que gostaram.
ExcluirParabéns pela novo blog aos colegas cursistas e também pelo relato
ResponderExcluirObrigada!
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